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kkkkkkkk
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Quinta Avenida, 5 da Manhã

08/02/2016

Encontrei esse livro enquanto procurava biografias sobre a lady Hepburn, uma das celebridades que mais aprecio.

O livro conta mais da pré-produção (desde um pouco da história de Capote até o dilema de trazer um livro desse tipo para o cinema, tão censurado na época) e empecilhos da produção do que da produção em si. Também é contado bastante sobre o contexto da época que antecede o filme, a possível inspiração ‘real’ de Truman ao escrever o livro, e, um fato, que pra mim, me interessou muito: como aconteceu a curiosa parceria entre Humbert di Givenchy e Audrey Hepburn, que, após a produção de Funny Face (‘Cinderela em Paris’), chegou a ter, entre clausulas de contrato com Hepburn, uma não-negóciavel, que diz que Givenchy desenharia os figurinos dela por ali em diante.

Confesso que o me perdi um pouco nos nomes hollywoodianos de diretores, produtores, roteiristas, etc. Mas apesar disso, o livro é muito fácil de ler e decorre muito bem, como se o autor contasse uma história em que ele presenciou e conversou/entrevistou o elenco e a produção. E, para pessoas como eu, admiradores da lady Hepburn, ele mostra até mesmo um pouco de como ela trabalhava, e, traz, de uma perspectiva geral, quem era Audrey e como ela tentava conciliar sua família (Mel Ferrer e baby Sean, na época) com sua profissão.

“Tudo que você leu, ouviu dizer ou esperou que fosse verdade sobre Audrey Hepburn”, disse Richard Shepherd, “não chega nem perto do quanto ela era maravilhosa. Não existe na face da terra ser humano mais doce, gentil, atencioso, generoso, brilhante e modesto do que Audrey. Ela era simplesmente uma pessoa excepcional, extraordinária. Todo mundo tem de saber disso.”

 

Resumindo…

O livro tem uma abordagem bem interessante, que aborda o contexto da época e mostra a influência de Audrey Hepburn em Bonequinha de Luxo como parte do ‘surgimento da mulher moderna‘, uma mulher que se diverte, que vive sozinha, usa preto (vestimentas pretas geralmente eram usados em contextos de personagens ‘vilãs’ que se davam mal ou viúvas), e, apesar de ser um romance, Audrey, acostumada com papéis típicos, românticos da época, coloca-se no dilema de interpretar Holly, a alma efervescente dos anos 60, acompanhante nova-iorquina. Independente. Antí-heroína. Claro, no roteiro, por conta da censura, amenizaram o lado moralmente condenável de Holly. Mas mesmo assim, era uma moça com uma moral muito baixa. Seria um grande passo para ela na sua atuação, algo que poderia dar muito certo, ou muito errado. (E, que como sabemos, deu incrivelmente certo!)
Muita gente usa a imagem com a cara da Audrey interpretando Holly, com seu longo cigarrete e black dress em um pôster ou camiseta, mas provavelmente muitos não sabem o impacto do filme e o porquê de ele ser um grande clássico do cinema, e estar estampado em tantos lugares até hoje.

Então, eu sugiro meesmo ler esse livro! A leitura, além de ter uma fluidez incrível, faz você perceber detalhes do longa que provavelmente você não prestou atenção da primeira vez. Eu, pelo menos, quando assisti novamente o filme, vi sobre uma nova perspectiva, como se alguém tivesse colocado um óculos de grau em mim kkk

 

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Esther Bereznjak
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